Frívolas

31 maio

A idéia de escrever um blog sempre me pareceu uma frivolidade para desocupados. Continua a parecer, aliás. No entanto, pretendo realizar um doutorado que aborde ciência, tecnologia e ética, de uma perspectiva antropológica. Um bom começo, então, seria escrever (em) um blog. Para tomar contato com essa tal de “cultura digital”, que faz tanto sucesso. Assim, aqui vou eu.

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Uma vez, numa sessão com meu primeiro psicólogo, disse: “escuta, na internet tem de tudo! Tudo! Um monte de pornografia diferente. Com tanta mulher pelada, nunca mais vou conseguir estudar! A internet é a casa do diabo!” Nessa época, eu estava a escrever meu mestrado. O sujeito devolveu, placidamente: “ou a casa de Deus. Por que não?” Fiquei intrigado com aquilo. Mas não pretendo me aprofundar nessa questão. Achei que seria apenas uma boa anedota para começar este texto.

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Algumas coisas chamaram minha atenção no dia de hoje. Em primeiro lugar, mais uma aberração do Estado de Israel. De fato, uma flotilha que carrega umas toneladas de arroz e aspirina pode representar o risco final de rearmamento e insurgência entre os muros da Faixa de Gaza. Ainda mais razoável que temer tal risco é a disposição em matar 9 civis em águas internacionais. Fico lembrando daqueles personagens de desenho animado – que o Guilherme imita tão bem – dizendo: “uahahá! Eu sou mal!”

O episódio todo é grotesco. A flotilha humanitária não representava nenhum risco, o uso de força foi absolutamente desproporcional e o episódio serve apenas para reforçar a imagem de intolerância e falta de disposição para o diálogo que acompanha o Estado de Israel há tempos.

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Você percebe que tem problemas para estabelecer prioridades quando fica tão chateado com um incidente de grandes proporções políticas e diplomáticas (veja acima) quanto com as trapalhadas de seu time de futebol. No final da última semana (22-29/5), o Palmeiras contratou Candinho, ex-técnico que comandou o time da Portuguesa de Desportos por uns 200 anos, para exercer a função de “gerente de futebol”. Sem ironias, parecia uma boa contratação. Conhecido por seu equilíbro e sobriedade, Candinho parece figura bem mais razoável que os bravateiros de plantão de nosso futebol. Além disso, seria um salto de qualidade dos mais importantes: considerando que o “grande” Galeano é nosso “supervisor de futebol”, Candinho, por comparação, seria uma combinação de Einstein e Buda na estrutura de poder palmeirense.

Ouvi na CBN, no começo da tarde de hoje, que Candinho não viria mais. O Palmeiras disse que as partes não chegaram a um acordo financeiro. O ex-técnico nega: pessoas do clube, que não nutrem grandes simpatias por Candinho, vetaram sua contratação. Vejam bem: meu time não consegue contratar um gerente de futebol!

Como diria o velho almirante batavo: é de lascar, Vincent!  [Ele diria isso em holandês, tá?]

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Finalmente, quero me casar com alguma mulher cruel e sádica. Tem alguma aí?

Tunico.

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Uma resposta to “Frívolas”

  1. Flávio 05/06/2010 às 21:57 #

    Todas as mulheres são cruéis e sádicas. A diferença é de grau.

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