10 falsos motivos para se votar em Dilma

21 set

É com prazer – e grande orgulho pela escolha de nosso blog como primeiro local – que publicamos o texto inédito de Pedro Ekman. Nestes tempos de mídia esquizofrênica, é fundamental restabelecer a capacidade de se criticar pela esquerda o governo, e manter vivos projetos alternativos e socialistas (Guilherme)

10 falsos motivos para se votar em Dilma

por Pedro Ekman

21 de setembro de 2010

Em 25 de julho de 2010 o cineasta Jorge Furtado escreveu um texto que circulou na internet analisando dez falsos motivos para não se votar em Dilma nessas eleições. Sempre considerei Jorge Furtado um dos mais importantes cineastas brasileiros o tendo como uma das principais referências em meus caminhos pelo áudio visual.

A influência é tamanha, que minha primeira realização de curta metragem, o vídeo Levante sua voz produzido pelo Intervozes é uma homenagem direta ao histórico Ilha das Flores deste incrível cineasta gaúcho.

Sempre respeitei Jorge Furtado pela sua obra e agora ainda mais pela postura ativa no cenário político brasileiro, postura essa tão rara na categoria dita “artística”. A despolitização nunca foi uma característica de seu trabalho e fico satisfeito em saber que isso também não se restringe ao set de filmagem.

É por esse respeito e admiração que me dou o direito de discordar publicamente dos argumentos centrais levantados por ele a cerca da candidatura Dilma nestas eleições.

Para isso achei que, melhor do que escrever um texto em contraposição, seria comentar suas respostas como em um diálogo entre colegas.

1. Alternância no poder é bom.

Jorge Furtado:

Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder.

Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

Pedro Ekman:

Concordo com o argumento e discordo da conclusão. O poder nunca de fato mudou de mãos no Brasil. O governo Lula alterou algumas características laterais da gestão pública sem no entanto modificar qualquer característica central na constituição histórica do poder no Brasil. O gestor do Estado mudou, mas o poder ficou onde estava. As mesmas imposições feitas pela oligarquia, pelos meios de comunicação, pelo capital financeiro e produtivo ao governo neoliberal tucano foram mantidas no governo petista. Algumas coisas tiveram que mudar para que o central permanecesse onde estava. Isso aconteceu justamente pela opção de não enfrentamento do poder por parte da esquerda brasileira que chegou ao governo. Diferentemente do que ocorre na Venezuela e na Bolívia onde a opção foi de enfrentamento do poder estabelecido e onde de fato o poder começa a se deslocar do seu lugar histórico para outros espaços.

2. Não há mais diferença entre direita e esquerda.

Jorge Furtado:

Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do Estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de esquerdistas, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da direita do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.

Pedro Ekman:

Concordo novamente com o argumento e uma vez mais discordo da conclusão. Justamente por ser um conceito relativo temos que ter atenção a esta questão. Dilma está a esquerda de Serra, mas em relação a um projeto de transformação real de poder está a direita. Explico: Dilma e Serra estão disputando quem pode gerir melhor o poder onde ele está, um mais a direita e outra mais a esquerda. Deste modo, o PT e Dilma são muito mais eficientes para gerir o poder pois distensionam os conflitos sociais respeitando os limites impostos pelo poder para que a origem concreta dos conflitos se mantenha. Serra recoloca o conflito na ordem do dia por não ser o representante histórico dos movimentos sociais e por aprofundar os elementos de desigualdade que dão origem aos conflitos sócio-ambientais. Desta maneira, o PT não se transformou em um partido de direita, mas sim, no melhor partido para a manutenção da ordem existente. O faz ao abandonar seus objetivos históricos de transformação da ordem, o que explica por que inimigos históricos como Sarney e Collor estão lado a lado do melhor instrumento para a manutenção da ordem e do poder.

3. Dilma não é simpática.

Jorge Furtado:

Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito simpatia depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.

Pedro Ekman:

Concordo plenamente.

4. Dilma não tem experiência.

Jorge Furtado:

Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.

Pedro Ekman:

Concordo e acho uma das grandes vitórias da eleição de Lula foi a derrocada do argumento tecnocrático forjado pelos tucanos. Eleger um operário foi um marco para o processo político brasileiro colocando pela primeira vez na história de forma clara que as escolhas que fazemos na vida são políticas e não técnicas.

5. Dilma foi terrorista.

Jorge Furtado:

Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações terroristas. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.

Pedro Ekman:

Concordo plenamente, a tentativa de inversão histórica chega a ser revoltante.

6. As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano.

Jorge Furtado:

Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate quem começou o que torna-se irrelevante.

Pedro Ekman:

Essa frase é geralmente empregada pelos tucanos para fazer referência a política econômica do governo Lula a qualificando como “boa” e como cópia. De fato neste ponto há uma continuidade, e na minha opinião é um dos pontos trágicos da transformação do projeto petista. O Lula foi mais hábil que o PSDB nas políticas compensatórias e com isso atingiu uma popularidade recorde em um país onde o principal receio da população é não ter o que comer. Considero que isso é de fato um mérito, pois não ter o que comer é algo muito grave. Temos que observar que a desigualdade não diminuiu por que apesar de mais gente ficar menos pobres os poucos ricos ficaram muito mais ricos –  a diminuição da desigualdade é talvez o principal mito da era Lula. Trato justamente da estrutura de manutenção do poder que comentei anteriormente. Você pode fazer quantos bolsa-família quiser, contanto que não altere a estrutura de concentração de riqueza existente. Não obstante, 36% do orçamento brasileiro continua a ser pago aos Bancos que cobram ilegalmente juros sobre juros de uma dívida interna impagável e menos de 7% são gastos com a saúde e a educação pública. Essa “austeridade fiscal” inventada pelos tucanos não é uma escolha técnica, é uma escolha política. A continuidade desta ordem também foi uma escolha política do novo governo, foi a escolha de não enfrentar esse modelo por mais que se entendesse que isso é necessário.

7. Serra vai moralizar a política.

Jorge Furtado:

Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista “ no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC “ foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela Operação Sanguessuga. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com engavetador da república, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de mensalão foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no mensalão do DEM. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao

contrário.

Pedro Ekman:

Inconsistente não, falso mesmo. Serra, PSDB e DEM foram os primeiros a ingressar no jogo da governabilidade a qualquer custo e agora como oposição se reivindicam os defensores da ética. Entretanto, o argumento de que o governo Dilma tem mais condições de combater a corrupção também é um argumento falso. Quando era oposição, a bandeira de ética na política também foi usada eleitoralmente pelo PT, e quando este se viu refém da governabilidade e da manutenção da ordem não reagiu aos esquemas necessários para a continuidade do poder, simplesmente aderiu a eles. O combate a corrupção não é algo que se estabelece por uma parâmetro moral, como se houvesse a liga dos justos contra a liga dos corruptíveis, o combate a corrupção passa necessariamente pela decisão política de não se adaptar às imposições da ordem, algo que está longe de acontecer em um possível governo Dilma. Tem um personagem central nessa história toda que ainda não apareceu no enredo que é o PMDB. O PMDB – faça chuva, faça sol – está no governo de plantão e costuma ser pivô nas negociações extra institucionais. No governo Dilma/Temer isso tende a se aprofundar e não a se resolver.

8. O PT apóia as FARC.

Jorge Furtado:

Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos

povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

Pedro Ekman:

Concordo. A caracterização como autoritário ou democrático de governos de diferentes regimes políticos se faz conforme a conveniência. Ninguém chama o presidente Chinês de ditador pois a China se tornou uma potência capitalista e um dos maiores mercados do mundo. Já o presidente Venezuelano é considerado um ditador tendo realizados mais consultas populares do que qualquer outro país nos últimos anos. O ex-presidente de Honduras foi deposto por tentar mudar a constituição pelo voto popular e o atual presidente golpista é tido como democrático. As eleições presidenciais norte americanas são indiretas e nenhum meio de comunicação critica as invasões de nações autônomas feitas em nome da democracia por esse país de sistema eleitoral duvidoso.

9. O PT censura a imprensa.

Jorge Furtado:

Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram a posição oposicionista (sic) deste país. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.

Pedro Ekman:

Concordo em gênero, número e grau. Em nome da liberdade de expressão a mídia faz uma blindagem contra toda e qualquer regulamentação democrática das comunicações no Brasil. Apenas 11 famílias controlam a maior parte da informação que circula no país e essa autocrítica me parece impossível para essas famílias. A sociedade tem que intervir ativamente para mudar o cenário de concentração de algo que se define como um direito humano e não como um bem de consumo. Nesse sentido, o programa de governo de Dilma apresentava pontos extremamente avançados como o controle da propriedade cruzada dos meios de comunicação, algo presente até mesmo nos EUA. Entretanto, em nome da estabilidade do governo e do poder esse e outros itens que caminhavam no mesmo sentido foram retirados do programa de governo ao primeiro sinal desacordo dos meios de comunicação privados.

10. Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra.

Jorge Furtado:

Isso é verdade. É mais um bom motivo para votar nela e não nele.

Pedro Ekman:

É verdade, mas pior é o fato da visibilidade de um projeto alternativo à manutenção do poder sequer ser cogitada como informação relevante pela “técnica” jornalística. Concordo que os 10 motivos levantados são falsos motivos para não se votar em Dilma, tampouco considero que representem qualquer motivo para se votar nesta candidatura. Pelos motivos relacionados voto Plínio presidente, voto no PSOL na construção de uma alternativa política à essa ordem injusta e ao poder historicamente estabelecido.

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5 Respostas to “10 falsos motivos para se votar em Dilma”

  1. Fred Vazquez 22/09/2010 às 11:55 #

    Estimado Pedro,
    interessante sua proposta de dialogar com o texto do Furtado, mas pelo que li, se a sua intenção era colocar que seu voto é Plínio, faltou fazer o diálogo com ele dos 10 argumentos pela ótica do mandato do PSOL. Você acabou reforçando que ele está certo e que deve-se votar na Dilma. Pois sua declaração de voto foi muito tímida e no texto apenas mostra algumas pequenas discordâncias quanto a forma que ele desconstrói os 10 mitos anti-Dilma.

    Seria legal fazer um texto, que você argumente 10 pontos, que tem a ver com isso, mas pela ótica da mudança mesmo. E quais os encaminhamentos propostos pelo Plínio.

    Abraços fraternos,

    Fred Vazquez

    * a tempo, muito bom seu filme Levante sua Voz, estou usando em oficinas e as pessoas estão gostando.

  2. Silvio D. Paciornik 22/09/2010 às 11:58 #

    Pelo que entendi da análise, a maioria dos motivos não são falsos apenas receberam reparos (alguns pertinentes, outros nem tantos). Embora concorde que a questão base da distribuição de renda e reforma agrária mal foi tocada pelo governo petista atual (será pelo próximo?) penso que houve algum avanço e a evidência disso é o desespero da elita consevadora, não tanto com o que já aconteceu na direção da equidade social mas com o que parece ser uma tendência inaceitável (por essa elite). A pergunta que faço é: terão eles razão de estar preocupados? Eu, particularmente, acho que sim embora confesse a vocês que preferiria um governo mais, digamos, socialista do que o PT é capaz de proporcionar. Só nã creio que o Plínio (ainda que goste dele) seja uma solução. Grande abraço.

  3. Eliseu Nuñez 22/09/2010 às 17:20 #

    Parabéns ao Pedro Ekman pela crítica à esquerda do ótimo texto do Jorge Furtado.Com efeito, o governo Lula perdeu uma oportunidade de ouro de ajudar a transformar o país, no sentido da justiça social,mas infelizmente optou por acomodar-se ao poder estabelecido, distribuindo apenas migalhas ao povo.Por isso PSOL neles!

  4. Antonio Vieira 22/10/2010 às 14:15 #

    Eu não tenho a formação academica dos amigos, conto com minha esperiência de vida. Sempre fui um cara arrojado nas minhas propostas de vida e trabalho, acreditando sempre que, o que estava estabelecido poderia ser, de forma razoavelmente fácil, mudado. Mas a realidade é bem diferente, mudar é muito difícil. Mesmo quando a mudança traz em si condições vantajosas para quem muda. Nâo levando em conta os que vivem no poder.
    Eu quero dizer com isso que, mudar este país é muito difícil, nossa sociedade não é afeita a mudanças. Ao contrário de Bolivia e Venezuela, nossa sociedade é acomodada e pior, deixa-se manipular pelo poder estabelicido, por pura falta de interesse. O trabalho do Presidente Lula no poder tem sido muito bom! Sabemos que ele tem que”manobrar” para governar. Num regime como o nosso, sem composição, não se governa. Essa é a pior herança do regime militar. A velha tática dos colonizadores, dividir para subjugar. O que falar da mídia! É um verdadeiro lixo! O que falar da pretensa elite pensante deste País! Hipocrisia pura! Eu sou eleitor do PT, voto na Dilma e acredito que, de todos os candidatos apresentados nesta campanha, a Dilma é a mais indicada para governar o Brasil. Tem suas limitações, muitas até, mas comparada aos demais, com a composição que terá a Câmara dos Deputados e o Senado, ela será melhor para nós! No Plínio eu gosto da coerência e equilíbrio de suas propostas mas, nossa sociedade não está preparada para ser governada por um socialista dessa envergadura. Acredito que, no futuro próximo, a escola do Plínio dará bons postulantes socialistas para governar este País. Espero viver para ver.

    • Guilherme Flynn 22/10/2010 às 16:02 #

      Também espero viver para construir tal futuro. Mas não se preocupe, sabemos das diferenças de projetos e votaremos Dilma no domingo que vem.

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